saúde mental Yoga em Braga

Saúde mental: é preciso mais terapia e menos comprimidos

Olá, tudo bem?

Aproveitando o Janeiro Branco, é hora de falar da saúde mental. Oportunamente, nessa semana li uma reportagem sobre o panorama da saúde mental em Portugal e em todo o estigma e preconceito que as perturbações mentais, como depressão e transtornos de ansiedade carregam, ainda que atualmente sejam cada vez mais comuns.

Felizmente, já é reconhecida a necessidade de mudanças nessa situação e em como tais problemas são tratados, revertendo uma lógica puramente medicamentosa com a inclusão mais do que fundamental de uma abordagem terapêutica e integral, que reconheça todas os aspectos do ser-humano.

O Yoga e a meditação dispõem de excelentes técnicas que equilibram mente e corpo, contribuindo no combate ao estresse e insônia, na diminuição de sintomas de depressão e ansiedade, trazendo bem-estar e harmonia e consequentemente mais qualidade de vida, sendo um excelente recurso terapêutico complementar quando falamos sobre saúde mental. Há diversas pesquisas científicas em curso tratando justamente dos efeitos do yoga na saúde, como detalhei melhor neste post.

Logo abaixo, selecionei os trechos que considerei mais pertinentes da reportagem mencionada no início do post.

Mais terapia e menos comprimidos. É essa a conclusão de um estudo do Conselho Nacional de Saúde de Portugal (CNS). Henrique Barros, presidente do Conselho, defenda a urgência de combater o estigma e a discriminação que as pessoas com doença mental ainda sofrem e a importância de assegurar os seus direitos. Estima-se que os custos com as doenças mentais em Portugal sejam equivalentes a 3,7% do Produto Interno Bruto ou a 6,6 mil milhões de euros. 

Estas pessoas continuam a defrontar-se com “barreiras ao seu pleno reconhecimento como cidadãos”, nota o estudo, propondo que o tratamento adequado, acompanhamento, reabilitação e o apoio social é fundamental para que possam ter uma participação plena na sociedade, no mercado de trabalho e família.

Além do estigma e da discriminação, os doentes mentais também têm dificuldades no acesso a estruturas de apoio social”, alerta o estudo, defendendo que a articulação entre o setor da saúde e o setor social precisa de ser reformulada e adequada ao grande número de doentes e famílias que carecem de apoio.

No seu entender, chegou a hora do Serviço Nacional de Saúde concretizar as soluções preconizadas para combater os problemas nesta área.

O SNS deve também “refazer o sistema de resposta” do ponto de vista preventivo e curativo, mas sobretudo deve “saltar do espaço fechado da saúde” e perceber que a promoção da saúde mental se faz trabalhando com as diferentes áreas da organização social e da governação, como a saúde, a educação, justiça ou o trabalho.

Fazendo uma análise do estudo “Sem Mais Tempo a Perder: Saúde Mental em Portugal – Um Desafio para a Próxima Década”, Henrique Barros disse que “o essencial deste relatório estará entre a frieza de alguns números e de alguma estatística e o calor e a emoção das palavras das pessoas que vivem os problemas e os que cuidam delas tentam resolver”.

O documento divulga vários testemunhos como o um familiar de um doente, de 66 anos, que afirma: “infelizmente as doenças do foro psicológico são o chamado ‘caixote do lixo’ do SNS. Espero que, futuramente, mude”.

Depressão afeta 10% dos portugueses 

Em Portugal, as perturbações psiquiátricas têm uma prevalência de 22,9%, colocando o país num “preocupante segundo lugar” entre os países europeus. A depressão afeta 10% dos portugueses e, em 2017, o suicídio foi responsável por 14.628 anos potenciais de vida perdidos.

Os psicofármacos representaram em meio hospitalar um consumo de 11,3 milhões de unidades CHNM [correspondem à quantidade unitária de cada medicamento: número de comprimidos, seringas, frascos] nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde em 2018, um aumento de 3,6% em relação a 2017.

Psicólogos e terapeutas, precisam-se

A grande maioria dos casos de depressão e ansiedade são tratados com medicamentos devido à ausência de terapia psicológica nos centros de saúde.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do CNS, Henrique Barros, afirmou que o país partiu de “uma situação em que a doença mental era varrida para um espaço confinado, de esquecimento e de silêncio”, em que “o número de profissionais era extraordinariamente exíguo”.

“Esse foi o caminho que teve de ser feito, mas agora é tempo, naturalmente, de investir mais, de acelerar e de responder às necessidades que forem encontradas”, defendeu.

Para isso, sustentou, é preciso aumentar, por exemplo, a resposta em termos de psicólogos e terapeutas no SNS, para fazer o caminho de “sair de uma medicalização excessiva e manifestamente desadequada, mas que é a resposta mais possível e imediata, para uma resposta mais correta, mas que exige mais relação humana, mais tempo, mais contacto”.

Henrique Barros realçou que o relatório, feito por um conjunto de pessoas com formações profissionais diversas e que traça o retrato da saúde mental em Portugal, “propõe um compromisso para os próximos três anos que leve a concretizar algumas soluções muito eficazes”.

“Sabemos [que estas soluções] não se conseguem com um passo de mágica, conseguem-se com trabalho e com investimento em recursos humanos e recursos materiais”, disse, rematando: “temos de enfrentar essa realidade se não queremos simplesmente limitar-nos a fazer diagnósticos”.

O estudo, que foi divulgado em dezembro de 2019 no 3.º Fórum do CNS, recomenda a criação de uma estratégia nacional para “a promoção e prevenção em saúde mental” nas escolas, universidades e locais de trabalho, nos setores público e privado, que seja “assegurada a capacidade financeira imprescindível” para garantir o cumprimento das iniciativas.

Adaptado de: Saúde Mental: é preciso mais terapia e menos comprimidos

 

Já imaginou praticar yoga do conforto da sua casa ou de onde você estiver, sem a necessidade de perder tempo e/ou dinheiro com o deslocamento, e ainda assim contar com orientação profissional e segurança para a sua prática?

Contamos com o diferencial de aulas online ao vivo e personalizadas conforme as necessidades e os objetivos de cada aluno.

QUERO SABER MAIS

You may also like...

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *